ALGUNS ANTIGOS ALUNOS DO LICEU PASSOS MANUEL

Adriano Moreira
António Costa
António Calvário
António Damásio
Bernardino Soares
Carlos do Carmo
Catarina Furtado
Diogo Freitas do Amaral
Garcia dos Santos
Henrique Cayate
Joaquim Benite
Joaquim Furtado
Joaquim Letria
Joel Serrão
José Eduardo Martins
Jorge Sampaio
Manuel Monteiro
Miguel Galvão Teles
Nunes Correia
Pedro Barroso
Ricardo Costa
Vilas-Boas
(...)

FALECIDOS

Adelaide Cabette
Alfredo Keil
Baltazar Rebelo de Sousa
Bernardo Sassetti
Cesário Verde
Columbano Bordalo Pinheiro
Felisberto Robles Monteiro
João Vilaret
Jonas Savimbi
José Curry Cabral
José Hermano Saraiva
Lopes Graça
Mário de Sá Carneiro
Mário Eloy
Miguel Bombarda
Miguel Portas
Orlando Ribeiro
Rafael Bordalo Pinheiro
Ruy Cinatti
Roque Gameiro
Sidónio de Freitas Branco Paes
(...)



VÍDEO DO EX-ALUNO ENG. VIEIRA DE SÁ OFERECIDO À DIRECÇÃO DO PASSOS MANUEL:

Ex.º Sr. Director,

Tratando-se da vossa/nossa escola, não desejaria deixar de assinalar o seu centenário, tendo-me ocorrido a compilação de algumas fotos e filme do tempo em que aí andei, de 1951 a 1958, tal como meu Pai (1925 a 1932). Fotos e filme lamentavelmente já em muito mau estado, contudo permitindo ainda o reconhecimento de rostos e espaços que frequentámos, assim recordando tempos gloriosos da nossa juventude. É claro que me refiro especialmente aos meus ex-colegas de turma.

Aqui deixo o respectivo link do Youtube, para arquivo da escola...
http://www.youtube.com/watch?v=P1Fwki4CnIc

Com os meus melhores cumprimentos,

Vieira de Sá
(Eng. Civil, reformado)


Inaugurado em 1911, foi na década de 50 que por lá passou uma turma muito "sui-generis", a Turma A, uma turma una e indivisa do 1º ao 5º ano... Depois, o Senhor Reitor (!) separou-nos, e...
Aqui se podem rever muitos dos nossos colegas e antigos alunos (era o ano de 1956!), e também o saudoso Joel Serrão, nosso professor de História.
Documento divulgado a propósito das comemorações do centenário deste Liceu (edifício).




A emoção de um”retornado” (leia-se ex-aluno) ao Passos


O MEU LICEU

Na sexta-feira passada, tal como sugerido e prontamente assumido, lá estava eu à porta do MEU VELHO LICEU – o mais antigo liceu da capital. Um misto de ansiedade e nostalgia tomaram conta do meu ser, qual viagens ao passado, memórias indeléveis agora prontas a serem revisitadas.

A antiga cor debutada da fachada fora substituída por algo mais vivo e actual - isto promete. Troco algumas impressões com um amigo de sempre: “isto está mudado, mas a nossa árvore contínua de pé, será que cumpre os mesmos propósitos iniciáticos de amizades mais profundas e coloridas?”. Bem, vamos entrar. A porta da secretaria, local de longas esperas, as vitrinas das pautas, geradoras de angústias várias… Afinal está tudo na mesma, o MEU VELHO LICEU apenas está de cara lavada. Mas vamos continuar, quero ver o bar, a papelaria, as salas, a cantina, tudo!

Confesso que há alguns tempos, tinha encontrado uma reportagem sobre as obras de restauro do LICEU PASSOS MANUEL, aguçou-me então o apetite, apenas aguardava o momento mais oportuno, constantemente adiado, mas várias vezes partilhado. Chego, então, ao átrio do bar, agora todo envidraçado, mesas e cadeiras contemporâneas - mas que fashion! -. Entro, dou a volta, mas sou surpreendido por um elevador no centro do espaço exterior do lado oposto… Mas o MEU LICEU não sofreu apenas um pequeno restauro, mantém o seu estatuto de época, mas aceitou, quanto a mim, de bom grado, uma actualização bem modernaça, respira saúde e está elegante.

Já são 19h45. Bem, não vamos quebrar o protocolo, talvez os organizadores precisem de ajuda de última hora. Vamos para o ponto de encontro. Mais uma surpresa. O restauro foi mais profundo: as infra-estruturas desportivas foram ampliadas, o campo de futebol encestou num campo de basquete, contíguo a uma sala de apoio magnífica. Continuamos a descer às profundezas através de uma rampa circular (este talvez seja um percurso/ritual semelhante ao poço iniciático da Quinta da Regaleira, em Sintra). Somos calorosamente recebidos pelos anfitriões.

Tal como tenho constatado nas suas várias aparições televisivas, o Zé Eduardo está na mesma. A Marta, que não eu conhecia presencialmente, ainda é mais simpática ao vivo e a cores.

Tal como nos tinha sido relatado, o espaço da cantina é muito agradável. No exterior, encetamos a troca de algumas informações, ainda um diálogo de circunstância. Começamos a reconhecer algumas caras, algo modificadas por mais de 20 anos, mas após as primeiras impressões, a voz, as expressões não deixam dúvidas: “Eu definitivamente conheço-te…”

Agora procuramos desesperadamente aqueles que nos eram mais próximos, encontros que proporcionam efusivos abraços fraternos… A conversa começa a fluir e a revelar memórias quase perdidas, resumimos vinte anos de afastamento em breves minutos. Et voilá, como num passe de mágica, os antigos alunos voltam a ser os alunos do PASSOS MANUEL, a heterogénea fauna estudantil está completa.

Ocupamos as mesas, por afinidades, claro está, mas a pesquisa periscópica continua a percorrer o espaço e a cumprir o reconhecimento facial. Esquecemos o jantar, trocamos contactos freneticamente e recuperamos aqueles perdidos dos não presentes. Somos surpreendidos e surpreendemos alguém quando o nome e vivências comuns são lembradas e partilhadas. Emociono-me, não demonstrando, o contacto com uma professora de referência pessoal, incrível, após tantos anos, tantos formandos, o nome e as vivências de proximidade marcantes não foram esquecidas, o sorriso sincero e boa disposição mantêm-se. Quero voltar à sala de aulas e partilhar conhecimentos sobre a língua de Camões... Agora sim, apesar do restauro e dos anos, reconheço o MEU LICEU, estou em casa, sempre aqui vivi.

Mas a visita, entretanto, interrompida, é agora retomada em grupo. A sensação de que tudo é mais reduzido é contrariada pela ainda imponente escadaria principal e pela biblioteca. Além dos fotógrafos ocasionais, agora transformados em turistas nipónicos, um evento deste cariz, impõe umas fotografias de conjunto.

O espaço continua animado, por entre alguns copos, a música cimenta a nostalgia, soltamos sorrisos abertos, o tempo voltou para trás… Agora somos adolescentes conscientes, mais responsáveis, mas a essência emerge, os traços de personalidade mantêm-se, reatámos amizades, rejuvenescemos…

Já passa das três da madrugada, temos que deixar, o agora NOSSO VELHO LICEU, para que ele também recupere de tão intensas emoções e energia positiva, vivida e partilhada por esta “TRIBO DO PASSOS”.

No regresso a casa, na mesma companhia, partilhamos as emoções tão intensamente vividas. Hoje não durmo, não vá o Morfeu levar-me o sentimento…

Resta-me agradecer, em especial, a quem imaginou, planeou e, acima de tudo, conseguiu concretizar, aquilo que muitos de nós desejaram, ainda que tenuemente - juntar os antigos colegas de liceu. Mas foram mais além, o encontro foi no carismático LICEU PASSOS MANUEL, qual cereja no topo do bolo.

Agora posso afirmar, com assente convicção, que a “TRIBO DO PASSOS” esteve junta e isso resultou!

A todos com quem tive o privilégio de partilhar estes breves e intensos momentos, um grande bem-haja. Desafio-os a lançar novos eventos, pois o nosso VELHO AMIGO, também presente no facebook, completará em breve, ainda em actividade, e cada vez mais pujante, o seu centésimo aniversário. Eu já estou presente!


À Marta Gonzaga e ao José Eduardo Martins, vivas académicas e a certeza de que a partilha continua…Até já!

Pedro Moleirinho 2010